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Um passo para compreender o mercado e encontrar oportunidades de negócio.

Market sizing: qual o tamanho do mercado e as oportunidades estratégicas?

No nível estratégico, sempre tivemos o desejo de entender a fundo as oportunidades.

O comportamento do público, suas necessidades, o tamanho do mercado, tudo isso ajudaria na hora de definir objetivos bem direcionados.

Algumas vezes pensamos em terceirizar esse trabalho, mas Rafa Costa, nosso CEO, sempre defendeu que esse trabalho deveria ser “feito em casa”. Era muito estratégico e sensível para deixarmos isso a cargo de uma consultoria ou algo do tipo.

Daí surgiu a iniciativa de unir o time de User Research com o time de Estratégia, e organizar um grupo de trabalho multidisciplinar focado em construir um estudo de market sizing, o que, numa tradução livre, seria um dimensionamento ou avaliação do mercado.

Sem entrar em detalhes sobre esse tipo de estudo, em síntese, ele é essencial para entender que tipos de problema nossa empresa precisa resolver e qual o proporção do mercado para as necessidades mapeadas.

Como todo trabalho complexo, ele precisa ser quebrado em pequenas etapas. Então focamos primeiro em uma frente específica do nosso produto: o de pesquisa jurídica. E o primeiro passo foi construir arquétipos de uso.

Indo além das personas: os arquétipos

Boa parte do mundo no mundo dos negócios tem familiaridade com o que chamamos de personas, aquela representação fictícia de pessoas usuárias baseada em aspectos demográficos.

Diferente disso, os arquétipos são uma representação de natureza comportamental.

No mundo jurídico, que é o contexto para o qual desenvolvemos nossas soluções, há uma diversidade de modos de se portar, por isso, nas palavras de Vanessa Spanholi, nossa UX Researcher Manager, nós precisávamos de “um mapeamento dos comportamentos dos advogados diante da pesquisa jurídica”.

O principal objetivo para as pesquisas que embasaram os arquétipos era:

“Entender como os comportamentos de pesquisa variam de acordo com os segmentos de perfis: suas semelhanças e diferenças.”

E claro, como em toda pesquisa, foi preciso muito trabalho de entrevistas, saneamento dos dados e esforço para encontrar os nossos arquétipos.

O processo de pesquisa e construção dos arquétipos

O time de pesquisa já tinha um legado significativo. Materiais e informações colhidas a partir de entrevistas exploratórias, diários de uso que envolveram aproximadamente 50 advogados, pesquisas quantitativas com perfis de advogados no Jusbrasil e que envolveram mais de 8 mil respondentes.

Usando essa base, o time de pesquisa partiu para entrevistar 15 pessoas advogadas e aplicaram um formulário para cerca de 2 mil pessoas usuárias.

As entrevistas foram bem profundas e abrangentes com o intuito de extrair o máximo acerca dos comportamentos e práticas mais frequentes. A intenção era encontrar padrões e comparar com os dados de maior volume provenientes do formulário de pesquisa.

Em seguida, a partir das percepções de padrão de comportamento, três direcionadores de comportamento foram definidos, o que ajudou na hora de atribuir características que seriam as bases dos arquétipos.

Eles eram de 3 naturezas:

    • Esforço dedicado aos casos: se massivo ou artesanal.
    • Conhecimento sobre o caso: se a pessoa sabe bastante sobre o caso ou se é um caso corriqueiro que exige menos busca por novas informações.
    • Consolidação do caso: avaliação de se os tipos de caso que as pessoas lidam são mais controversos ou mais sedimentados.

O time se debruçou sobre os dados e dialogou bastante até chegar a um consenso sobre os padrões e como categorizar e nomear os arquétipos.

Ao final, os arquétipos resultantes foram:

Pra onde vamos agora?

Obviamente, fica mais fácil desenvolver soluções quando se tem uma compreensão mais específica do comportamento, portanto, todo esse trabalho de identificação e construção dos arquétipos gerou um punhado de recomendações valiosas para os times de produto.

Existe, internamente, uma documentação mais detalhada sobre cada arquétipo e à disposição do time.

Como próximos passos, temos uma visão de mercado para ser desenvolvida, permitindo entender potencial de receita.

Esse é um trabalho do qual todos nos orgulhamos e que abriu horizontes inimagináveis até certo tempo atrás. E olha que ainda não mergulhamos em todas as frentes de produto que temos.

Um projeto dessa magnitude ajuda a por uma lente sobre as pessoas usuárias e o mercado, além de ser uma base forte para que as diferentes equipes do Jusbrasil se mantenham alinhadas e orientadas aos propósitos certos.

Sem dúvida é um potencial acelerador de crescimento e alinhado com o nosso pilar de estar sempre na fronteira do conhecimento. Uma evidência de que unir a pesquisa e estratégia vale muito a pena.

Kudos ao grupo que proporcionou tudo isso!

 

Matheus Galvão

Content Ops | Content Designer | UX Writing no Jusbrasil